quinta-feira, 17 de maio de 2018

Killing Yourself: Edson Graseffi (Panzer, Cosmic Rover, Reviolence)




São mais de 30 anos dedicados ao Heavy Metal, especificamente ao Thrash e Stoner Metal, este último com um início meio que sem querer e que hoje virou a principal sonoridade de sua banda atual. Este é Edson Graseffi, baterista que ajudou a deixar um legado riquíssimo com a banda Panzer, superou obstáculos com o Reviolence e hoje trilha novos rumos com a banda Cosmic Rover. Isso para mencionar as principais obras feitas (e que virão) da carreira do músico, que integrou algumas outras bandas. Edson é o nosso convidado da seção Killing Yourself de hoje!

“Inside” (1999) – Panzer: Foi o primeiro álbum completo que o Panzer gravou, mas já havíamos aparecido na coletânea “Electrical Tribes” três anos antes. Esse disco traz várias composições da fase das demo tapes e mais alguma coisa feita para ele. Na época o Panzer começou a aparecer em sites de Stoner e não sabíamos porquê. Era um estilo que ninguém tinha ouvido falar aqui e era uma coisa super nova lá. Havíamos gravado um disco de Stoner e não sabíamos (risos). Para mim é um dos melhores trabalhos da banda, porque é uma produção crua e sem os modernismos dos estúdios que vieram nas produções de todas as bandas dos anos seguintes.

“The Strongest” (2001) – Panzer: Esse foi o divisor de águas da banda, foi nele que o nome da banda começou a ser realmente notado no cenário. Esse é um álbum que está à frente do seu tempo, muitas ideias musicais de bandas atuais estão presentes nesse álbum. Eu poderia ficar por horas explicando cada música e como foi composta, as influências e tal. É um trabalho muito complexo, compusemos esse álbum durante 2 anos inteiros e ele traz o vocalista Elcio Cruz em uma forma absurdamente fantástica. Talvez por tudo isso não seja a toa que é considerado por alguns sites como um dos álbuns clássicos do Metal Brasileiro.  A banda fez shows por várias partes do país e o disco foi distribuído no Japão e na América Latina (neste caso pela Century Media). Fizemos muitos shows importantes como o evento da 89 FM produzido pela Vania Cavalera, onde houve grande confusão na praça entre o público, policia invadindo o palco, fila de moleques para pegar nossos autógrafos... etc. Tudo ia bem para a banda na questão disco mas 2 anos depois a banda acabou devido a muitos problemas internos.

Reviolence


“ModernBeast” (2010) – Reviolence: Com o final do Panzer em 2003 eu montei o Reviolence, banda que mantive na ativa por quase 9 anos. Antes deste álbum foram gravados muitos EPs, cada um com um vocalista diferente e muitas mudanças de formação. Esse CD traz ótimas composições, com um trabalho de bateria e guitarras muito técnico. Era uma banda de Heavy Thrash, trazíamos algo parecido com o Agent Steel em alguns momentos. Fizemos shows memoráveis na capital paulista e este álbum foi muito elogiado pela mídia estrangeira.  Mas as mudanças de formação constante e todos os problemas que isso trazia me fez cansar do trabalho desta banda e resolvi encerrar as atividades dela por volta de 2011.

“BrazilianThreat” (EP – 2013) – Panzer:  Este EP foi gravado ao vivo em estúdio, com todos os integrantes tocando juntos. Foi uma produção “entre safra” da banda, pois havíamos lançado o single “Rising” em 2012 com a volta da banda e não lançamos mais nada. Ele traz três faixas , uma inédita , um remake de RedDays que foi gravada no “The Strongest” e um remake de um resto de estúdio da sessão do “The Strongest”, Hastening to Death aqui com outra letra e outro arranjo. Esse lançamento só saiu digital e na minha opinião é o que menos acrescenta na carreira da banda.

          

“Honor” (2013) – Panzer: Aqui temos o Panzer beirando o Death Metal em alguns momentos, um álbum que foi bem elogiado pela mídia e fez seu papel naquele período onde a banda viajou bastante em tour  pelo Brasil e América Latina.











“Resistance” (2016) – Panzer: Esse álbum traz talvez o melhor trabalho de bateria e som de bateria do Panzer. Foi composto de forma bem rápida e traz uma grande influência de Stoner Metal em várias músicas. É um Panzer desacelerado mais próximo aos 2 primeiros discos. Acredito que por isso tenha sido muito elogiado pela mídia.







Cosmic Rover


“Cosmic Rover” (EP – 2018) – Cosmic Rover: O Cosmic Rover é meu novo trabalho como baterista e vocalista, algo que sempre quis fazer e nunca pude mostrar em todas as bandas que toquei. A proposta desse EP é mostrar o Stoner Rock , misturado com Heavy Metal e Southern Rock que praticamos. O bacana dessa banda é que não temos limites de estilo para compor, isso torna o trabalho musicalmente variado e rico. Junto comigo estão meus brothers, Rick Rocha (guitarras) e Rodrigo Feliz (baixo) que estão fazendo um trabalho fantástico nas cordas e na composição do instrumental. Nesta banda eu procuro trabalhar as bateras pensando em bateristas como Vinny Appice e John Bonham por exemplo. Minhas influências com vocalista abrangem bandas como Grand Funk, Dio, Warrior Soul, Pentagram e Trouble.  Procuro trabalhar nas letras também pensando nas composições dos anos 70, que é algo que tem me fascinado nos últimos anos. Temas lisérgicos, histórias espaciais, personagens de quadrinhos, tudo isso está no universo de temas que eu uso para compor. Este EP foi gravado ao vivo, da forma mais vintage possível, onde todos tocam simultaneamente, com os instrumentos separados por biombos dentro do estúdio. Da mesma forma como eram gravados os discos nas décadas passadas. Isso torna o som orgânico e cheio de peso natural dos instrumentos.

2 comentários:

  1. O incansável "homi das baquetas" Sucesso,saude e paz!!

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  2. O incansável "homi das baquetas" Sucesso,saúde e paz !

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